Ontem encontrei alguém que eu queria encontrar, mas não deveria
Mal nos cumprimentamos e algo gritando disse para os meus pés: - Volta, por favor, volta. Preciso saber como ele está, o que está fazendo, onde está crescendo, com quem está se relacionando.
Mas não, meus pés seguiram andando em direção a minha casa, no automático, seguindo a razão que tanto tem me guiado nos últimos meses e é com ela que escrevo.
Seguindo a onda da razão, minha mente começou a pensar, e tentar entender como tudo isso começa, como esse relacionamento acontece e evolui aos sentimentos construídos, para chegar na palavra Amor propriamente dita.
Minhas conclusões foram:
Primeiro, cada individuo com sua disponibilidade e abertura para um relacionamento está em sua vida fazendo suas coisas no seu rotineiro cotidiano, e, em algum momento dentro de um ambiente, conhecemos novas pessoas, dentre elas, em um primeiro contato, classificamos a forma de empatia, aquela primeira impressão, classificando através de características regidas por valores, crenças, princípios e dogmas, o que essa pessoa pode ser para você, um possível amigo(a) ou se existe requisito para adquirir uma evolução maior, neste encontro de almas.
Depois desta primeira avaliação, que por sinal é deveras importante (claro, cada um com sua história, e sim, existem exceções), se você classificou a pessoa como possível algo mais e ela como amigo, corre neguinho, porque é muito difícil transformar essa primeira classificação. Usando o exemplo que sim, duas pessoas sentiram a empatia, aquele friozinho na barriga chame como achar melhor e resolveram se conhecer. Sendo este o segundo passo, o de "se conhecer melhor". E aí está, o X da questão. É neste conhecer, que vão acontecer as afinidades, e comparar o tal dos valores, princípios, dogmas e conceitos. Se estes batem, sim, existe uma química, e se, com o futuro, ver que é uma química que cresce e evolui, vamos ao passo três que é tchan tchan tchan o passo final de assumir um relacionamento, a tal da família.
Se você se juntou a uma pessoa que sentiu um clima, conheceu ela melhor e viu que ela bate em tudo contigo (isso não quer dizer que vocês nunca irão brigar, porque não necessariamente são só os conceitos, mas também os valores, etc) e finalizou adorando a família dela(e) e vice-versa, siga em frente que vais ser muito feliz. Agora, se você começou bem, e algo neste processo deu errado, a evolução não foi a mesma, ou você e ele(a) são muito diferentes em vários pontos, sentindo que está na hora de partir para outra, vem aí um outro processo, que é o da "desconstruição de conhecimento" que por sinal é o que eu estou passando.
E aqui é a chave do meu pensar racional: como desconstruir algo que você investiu tanto tempo, e sentimento frente a uma pessoa? Talvez essa seja a resposta, de ser tão difícil terminar um relacionamento, e fazer essa quebra total trazendo a priori uma desafinação nenhum pouco harmônica do seu instrumento chamado coração. E o que ficou mais claro depois de reencontrar essa pessoa ontem, é que no principio de um termino, quando você decide mesmo terminar, é necessário ficar sem ver e falar, assim como, quando se conhecem, é necessário conversar e ver a pessoa.
Voltando ao meu caso, só quando eu desconhecer a pessoa que foi "terminada" eu vou poder conhecê-la de novo com outro formato, tentando trazer o primeiro item abordado neste post, e assim, transformado no primeiro momento de empatia do "algo mais" para "apenas amigos", por isso, muitos ex namorados, ex maridos, conseguem ser amigos, porque passam por essa "desconstruição" e "mudança de paradigmas" para um novo olhar.
Até eu conseguir passar por esse processo, eu escrevo, e tento entender outras coisas, focando o meu trabalho de crescimento em outros ramos da vida.